Anúncio provido pelo BuscaPé

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mecatrônica na educação tecnológica

A expressão “mecatrônica” se refere ao uso da eletrônica, mecânica e tecnologia da informação para o desenvolvimento de soluções tecnológicas.

Ao praticar a montagem destes brinquedos tecnológicos o usuário estará exercitando suas habilidades técnicas e conhecimentos além de divertir-se com esta atividade relaxante.

Neste texto pretendo citar rapidamente alguns dos equipamentos que podem ser montados e usados tanto como meios de estimulo aos jovens em relação ao conhecimento tecnológico e também como uma maneira de adquirir uma renda extra, montando e vendendo brinquedos para a garotada.


Veja alguns dos equipamentos que podem ser montados com material de fácil aquisição e outros mais profissionais que serão postados na seção mecatrônica.

1 – Mini-submarino
O mini submarino que aparece na foto abaixo é um projeto do colega argentino Pablo e foi demonstrado na feira tecnológica promovida pela escola liberado no Rio Grande do Sul.






O equipamento é construído com material caseiro podendo ser manuseado através de cabo ou radiofreqüência. É possivel adicionar no interior do mini-submarino uma camerazinha e filmar o fundo de lagos ou no mar. A prática de brinquedos relacionados com água é conhecida como nautimodelismo.

Pretendo postar um passo a passo de como montar este e outros equipamentos aqui na seção mecatrônica.



2 – Braço Robótico artesanal
O braço robótico mostrado na imagem abaixo foi montado através de sucatas e as engrenagens criadas em plástico, a rosca é feita de arame. Todos as peças deste braço foram criadas pelo próprio autor Carlito de Minas Gerais.




3 – Helicóptero caseiro
Outro brinquedo interessante que ilustra os conceitos da mecatronica é o helicóptero caseiro com uma câmera na ponta permitindo a filmagem de imagens aéreas. O helicóptero pode ser construído com um pequeno motor ou então com circuitos eletrônicos. A prática de montagem e manuseio de helicópteros de brinquedo é conhecida como helimodelismo.




4 – Carrinho a combustível
A montagem do carrinho por combustível ou elétrico é uma pratica conhecida como automodelismo e soma o uso de motores com os componentes eletrônicos.




5 – Aviãozinho motorizado
A pratica de manuseio na construção de aviões tanto motorizados como elétricos de brinquedo é conhecida como aeromodelismo e possui muitos adeptos. É possivel construir estes modelos com material de fácil aquisição.



6 – Robô arranha

A imagem abaixo ilustra a construção de um robô aranha que se movimenta através de seis pernas mecânicas. A montagem de brinquedos e equipamentos de movimento complexos ou que tomem determinada decisão é chamado de robótica.


Montar estes equipamentos é divertido, relaxante e pode ser também barato já que dependendo da criatividade do autor os materiais são de fácil aquisição.

Se você já montou algum brinquedo eletrônico envie as fotos e o descritivo de como montar para postarmos na seção mecatrônica.
Lógica e falha do raciocínio


Motivado em compreender a dinâmica do raciocínio humano e identificar falhas e acertos em nossa percepção, o filósofo Aristóteles no século IV antes de Cristo foi o primeiro a elaborar uma metodologia com regras rígidas para identificar argumentos certos e errados, distinguindo interferências no raciocínio, validando o pensamento organizado.

A lógica é uma ciência que se preocupa com o caminho do raciocínio, em outras palavras, busca identificar como o pensamento é organizado.

A principal regra da lógica de Aristóteles é a não-contradição. Chamamos de falácia quando uma argumentação é contraditória. Muitas das afirmações que escutamos diariamente quando fundamentadas demonstram-se falácias, principalmente as afirmações generalizadas.

Veja um exemplo:
Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas.

Observe que a frase acima é generalizada e ignora pessoas vitimadas por problemas na coluna, ortopédicos, entre outros. Ao tentar fundamentar o raciocínio acima vai ocorrer a contradição, nem todas as pessoas são aptas ao exercício. Possuímos aqui uma falácia, como existe uma contradição não é possivel sustentar afirmação.

Já a afirmação abaixo:
Todos os seres vivos são mortais
Esta é uma conclusão coerente, ao fundamentar é possivel perceber que não existe registro de seres vivos que não morrem.

Para não ocorrer erro de raciocínio é importante que ao concluir um determinado pensamento a pessoa descreva sua afirmação dentro de um contexto detalhado e não use afirmações generalizadas.

Veja como deveria ser o raciocínio.
Correr diariamente 30 minutos faz bem a saúde de todas as pessoas que, após consulta médica e exames de capacidade física forem diagnosticadas aptas para o exercício.

Pode parecer bobagem, mas diariamente recebemos informações sem nenhuma fundamentação e conseqüentemente nos iludimos. O maior problema é que estas ilusões irão formar nossa base de conhecimento para aplicação do raciocínio.

Não existe aplicação da lógica se a informação não for fundamentada e/ou validada. Observe que lógicas é uma metodologia com regras rígidas que exigem a fundamentação e validação do raciocínio.

Certa vez um professor de filosofia levou para a sala de aula uma foto de uma pessoa caindo do décimo segundo andar de um prédio. Ao mostrar a foto para os alunos o professor pediu que estes concluíssem o que teria ocorrido com a pessoa que aparecia em queda livre.

Rapidamente sem nenhum questionamento prévio, todos concluíram, provavelmente morreu!
Afinal é muito difícil alguém cair do décimo segundo andar e sair vivo.
A foto era de um duble que foi fotografado no momento do ensaio de uma queda, ninguém morreu.

Observe que mesmo usando o raciocínio fundamentado para se chegar em um resultado dentro da realidade é importante que as informações observadas sejam questionadas quanto a sua veracidade.


Alguns autores comparam a lógica como uma estrada, um caminho por onde a informação é organizada. É importante lembrar que uma conclusão correta não significa necessariamente uma informação verdadeira. A lógica é uma ferramenta que garante o raciocínio correto e não a informação correta.

Basicamente Aristóteles trabalhou com validação lógica através do conceito de verdadeiro ou falso, usando um raciocínio binário onde só existem afirmações verdadeiras e/ou falsas, sem meio termo.

Seguindo a mesma linha de raciocínio de Aristóteles o matemático George Boole (1815-1864) criou o calculo de Boole ou lógica Boolena. Esta metodologia é usada na criação do computador e dos circuitos eletrônicos digitais trabalhando com o conceito binário de verdadeiro e falso.

Outros pensadores foram surgindo no decorrer de nossa evolução e complementado o que hoje conhecemos por lógica.

Além da lógica de Aristóteles, existem outras metodologias de raciocínio como a lógica não-classica, lógica paraconssistente e ainda a lógica de Fuzzy, lógica matemática e outras.

Não pretendo comentar cada um dos conceitos lógicos, mas gostaria de salientar um pouco e resumidamente a Fuzzy Logic ou em português lógica difusa.

Diferente do raciocínio Aristotélico a Lógica Difusa trabalha com o conceito de dualidade onde opostos devem coexistir. Basicamente este tipo de raciocínio é mais eficiente em trabalhos com informações vagas ou imperfeitas.

A Lógica Fuzzy trabalha com o raciocínio de aproximação de possibilidades, é mais eficiente em alguns casos que a teoria da probabilidade, já que é possivel na Lógica Fuzzy trabalhar o raciocínio de uma forma ainda mais flexível que a própria probabilidade.

A lógica Fuzzy é largamente usada na Inteligência Artificial.

Observe o leitor que a lógica Aristotélica e a Lógica de Fuzzy são basicamente opostas em seus conceitos uma trabalha de forma rígida com apenas situações verdadeiras ou falsas enquanto a outra usa de variações da percepção e atua por resultado aproximado.

Cada metodologia lógica é eficiente em uma determinada situação.

Quando alguém afirma alguma coisa, não esqueça de avaliar a fundamentação das afirmações bem como o tipo de lógica empregada e procure manter a mente aberta.


Para processar uma informação é importante que os fatos avaliados no raciocínio aplicado sejam verdadeiros, em outras palavras, sempre avalie o contexto das afirmações e questione quanto sua veracidade.

Quando uma afirmação é precisa procure observar a fundamentação através da Lógica Aristotélica, mas se a informação for vaga e não existe maneira de verificar a consistência, usar Lógica por aproximação de resultados é o mais indicado.

Aplicando a lógica certa para um determinado problema e sendo a informação verdadeira o resultado será o mais próximo possivel da realidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário